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Capa - 5 erros terríveis cometidos em moving de data center

5 ERROS TERRÍVEIS COMETIDOS EM MOVING DE DATA CENTER

Como já explanamos anteriormente em outro artigo, o Moving é a movimentação de ativos de TI entre os datacenters do site origem e site destino. Sendo o Data Center um ambiente complexo e relativamente frágil, onde por exemplo, um simples esbarrão indevido em um cabo de comunicação ou de energia pode causar uma dor de cabeça incomensurável, faz-se extremamente necessária a execução do Moving com o máximo de planejamento e prevenções.

 

Por isso, é fundamental para garantir 100% de sucesso na transição do parque, que toda a atividade seja orquestrada por uma empresa especializada. Um erro muito comum entre os gestores de TI e não darem a devida atenção para este evento, achando que podem efetuar o moving com meios próprios ou utilizando uma transportadora convencional sem impactos posteriores, ignorando o vasto leque de possíveis problemas que possam ocorrer. Em todos esses anos trabalhando neste segmento, pudemos testemunhar várias ocorrências sérias onde fomos procurados pelos clientes para atuação em correção de ambientes, devido à uma movimentação malsucedida.

 

Obviamente, todo projeto de moving de data center requer um minucioso planejamento inicial com um plano de ação para mitigação de riscos, não sendo diferente neste caso. Sendo assim, elencamos aqui 5 graves erros muito comuns que devem a todo custo ser evitados:

 

 

1 – Não avaliação da infraestrutura do Data Center destino

 

Imagine a seguinte situação: Você está economizando há anos para comprar uma TV 65” 4K para assistir à Copa do mundo e finalmente seu sonho se realiza, faltando 2 dias para o jogo do Brasil!

 

Chega em casa e descobre que o rack da sua sala não comporta o tamanho da TV. Compra um suporte de parede. Ao tentar instalar, fura um cano d’água. Chama um encanador e um pedreiro que consertam emergencialmente. Enfim, consegue instalar o suporte e a TV. A tomada mais próxima não é alcançada pelo fio da TV e você não tem nenhuma extensão. Vai até a loja e compra uma extensão, mas ao chegar em casa percebe que os pinos da extensão são do padrão grosso e não entram na tomada que é do padrão fino… que frustração!

 

Lhe resta assistir na TV antiga ou no vizinho até resolver esse problema… agora aplique todos esses percalços numa movimentação de TI!

 

Por isso é extremamente importante analisar de antemão se o datacenter destino é compatível com o de origem, entre itens como espaço em rack, trilhos, tensão elétrica, padrões de tomadas e PDUs, passagens de cabos, climatização, entre outros.

 

Evite surpresas desagradáveis!

 

 

2 – Pré-teste de falhas antes do shutdown

 

Equipamentos de TI em datacenters, em sua grande maioria, trabalham ininterruptamente em regime 24×7, as vezes por anos a fio sem um único reboot.

 

Há a possibilidade nestes casos de, ao desligar e religar este equipamento, o mesmo apresente algum tipo de falha, pois até mesmo componentes de informática apresentam “fadiga” por tempo de uso, fato que se descoberto apenas na instalação do equipamento no site destino, poderá acarretar um grande atraso para se colocar o ambiente no ar.

 

Então, é muito importante realizar esse teste nos equipamentos críticos com antecedência, a fim de evitar stress desnecessário, pois dessa forma todas as falhas poderão ser sanadas antes do dia D.

 

 

3 – Transporte inadequado/falta de embalagem

 

Por mais suave que seja o percurso entre origem e destino, não se deve esquecer que estamos tratando de equipamentos críticos e delicados, onde um balanço um pouco mais brusco pode danificar um conector, desencaixar um cabo, etc.

 

Alguns gestores que não compartilham deste tipo de cuidado acham que podem simplesmente enrolar o servidor em uma coberta, colocar no porta-malas do carro ou na caçamba da pick-up e transportar, para amenizar os custos (que muitas vezes sai caro). Pobre dele!

 

O transporte do equipamento de uma forma geral, depende de algumas variáveis que são avaliadas no planejamento, como: dimensões do equipamento, fragilidade, peso, percurso interno de locomoção nos sites, obstáculos, uso de docas de carga/descarga, elevadores/escadas, valor dos equipamentos, etc.

 

Com essas informações são definidos importantes itens de planejamento, como:

 

  1. Qual tipo de veículo será utilizado (carga leve ou pesada, plataforma hidráulica, suspensão pneumática, etc.);
  2. Tipo de embalagem (caixa de papelão com espuma, plástico-bolha antiestático, caixas de marfinite, cantoneiras de espuma);
  3. Tipo de locomoção interna (carrinhos, madeirite para proteção de piso);
  4. Averbação de seguro dos equipamentos/escolta armada);

 

Estes são os principais pontos a serem observados no planejamento, porém não todos. Cada moving sempre traz suas peculiaridades onde os riscos devem ser mitigados ao limite.

 

 

4 – Cronograma mal planejado

 

Por mais que possa parecer preciosismo atentar-se com detalhes tidos como irrelevantes e mínimos, muitas vezes a salvação da TI depende disto.

 

Quando um cronograma é confeccionado de forma genérica, leva-se em conta apenas informações básicas da atividade como quantidade de equipamentos (tempos de shutdown/desmontagem/embalagem e desembalagem/montagem/startup) e distância entre os sites (tempo de transporte/deslocamento), dando uma ideia de horas x homens para a atividade.

 

Vamos supor aqui, uma movimentação pequena, com 10 servidores de até 2 U’s e 1 Storage de 4 U’s, movidos entre cidades de uma região Metropolitana num raio de 25 quilômetros. Um moving desse porte poderia tranquilamente ser realizado com uma equipe de 3 analistas, mais pessoal da logística, onde uma janela de 12 horas atenderia com folga.

 

No entanto, o gerente do projeto não se atentou que na data do moving, havia uma manifestação bloqueando o trecho da estrada que liga as 2 cidades, o que atrasou o tempo de deslocamento em 4 horas, comprometendo o cronograma. Vencida esta etapa, o transporte corre para tirar o atraso, porém ao chegar no site destino, como o prédio não tem área de carga e descarga, o veículo é obrigado a estacionar na rua. Mas no centro da cidade, onde fica o prédio destino, não há vagas e nem área de carga/descarga próxima. A equipe de logística, depois de muito rodar na redondeza, se vê obrigada a estacionar o veículo há 2 quadras do destino. E sucessivas surpresas que não foram previstas como falta de liberação de acesso das equipes na portaria, elevador quebrado, etc. já acabaram com a janela de 12 horas… percebeu?

 

O detalhe dos riscos mitigados faz toda a diferença na criação de um cronograma perfeito, que não colocará em risco as operações da empresa!

 

 

5 – Falta de visita pré-site (site survey)

 

É crucial para o sucesso de um moving quando há dúvidas sobre a locomoção dos ativos, como largura de corredores, degraus, escadas, tamanho de portas, catracas e demais obstáculos que possam comprometer a movimentação.

 

A visita de pré-site, ou site survey, pode representar até 50% da assertividade na criação do cronograma e 90% no planejamento.

 

Primeiramente, para um dimensionamento de moving, as dúvidas são sanadas questionando o cliente a respeito dos sites onde serão movimentados os equipamentos, e quase sempre o cliente tem todas as respostas detalhadas, o que permite planejar a locomoção utilizando as ferramentas corretas.

 

Por vezes, o cliente não conhece, por exemplo, o site destino, ou não sabe informar com precisão se haverá obstáculos que impossibilitem a passagem dos ativos, fazendo-se necessário o site survey.

 

Como exemplo, há 2 cases reais que cito aqui:

 

Em um deles, ao mover um storage grande de 42 U’s com aproximadamente 700 Kgs para o 8º andar de um prédio, o elevador de carga que deveria suportar 850 Kgs não conseguia subir, sendo necessária a intervenção da empresa que presta suporte aos elevadores do prédio corrigindo o problema.

 

No outro (em outro cliente), ao realizar o survey no site destino, notou-se que um dos equipamentos, um servidor de grande porte HP, não passaria pela única porta do Datacenter recém construído. Foi preciso intervenção na alvenaria, onde a porta foi retirada e alargada a passagem na parede para que o equipamento entrasse, e logo após reparada. O equipamento encontra-se neste DC até hoje! Então, em caso de dúvidas, não hesite em realizar um site survey.

 

Faça uma movimentação dos equipamentos com qualidade

 

A OTG possui expertise e ferramental necessário para realização do seu moving de data center com 100% de sucesso, deixando que você atue em outras frentes sem preocupar-se com com surpresas desagradáveis após a execução. Não arrisque, chame a OTG!

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